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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Passar à acção

     Isto não são horas de estar a escrever nada, mas ultimamente sem ter escrito no blog coisas que me toquem mesmo (como tenho estado entretida com a história 727), ou que me tenham acontecido de certa forma, tenho vontade de me expressar e dizer o que sinto.
    Ultimamente tenho andado envolta numa pequena bola de felicidade, mas hoje passa-se alguma coisa. Talvez seja por ver as pessoas à minha volta um pouco mais abatidas - sim, porque apesar de eu ser fria, e besta e etc sofro pelos meus amigos - mas vou tentado animá-los com as minhas palhaçadas (que acabam por nunca ter resultado) e usando-as também como a minha máscara. Eu sei melhor que ninguém que o mundo não espera: o mundo está sempre a andar, quer tu estejas lá, preparado ou não. Está na altura de crescer, de ganhar juízo, já estive demasiado tempo parada, está na altura de passar à acção! Chega de dizer "um dia...", chega de dizer "se eu fizer isto ou aquilo...", a tua vida não pode ser construída em hipóteses, a tua vida tem de ser construída por ti e pelos teus actos. Se errares, erraste, amanhã tentas outra vez.
     Não podemos passar a vida a pensar nas consequências se nunca praticarmos os actos. Porra! Estou na idade de errar e aprender com isso, não me julguem por isso. Deixem de ser uns vegetais, deixem de ouvir o que os outros ouvem, deixem de ver o que outros vêm, deixem de ser o que os outro são! Sejam vocês mesmos, errem uma, duas, três vezes, as que forem precisos para aprender: se for preciso errar 10 vezes para aprender as lições, que assim seja, agora não deixem esta sociedade hipócrita manipulá-los como manipulou tantas outras gerações.
     Hoje acordei para a vida, este foi o meu grito de guerra. Quando vai ser o vosso?

# Se o teu navio não chega, nada até ele.

domingo, 29 de maio de 2011

é sempre mais do mesmo



Ligo a torneira e deixo a água correr. Volto passado cinco minutos, agarro no gel de banho e começo a espalhar pela banheira para criar espuma. Entro, e sinto a água escaldante a passear pelo corpo. Meto a cabeça debaixo de água, para ver se ela se cala, mas ela grita-me "és mesmo estúpida", "não acredito como não viste mais cedo", "hás-de ser sempre nada". CALA-TE!
Já não suporto a voz da verdade. Sinto a água a entrar-me pelo nariz, e o meu corpo debate-se para vir ao de cima, mas eu não deixo. Sinto a água nos pulmões, fico sem ar e apago-me.
Abro os olhos: "onde estou?". a minha cabeça roda para a direita, roda para a esquerda para descobrir o que era aquele lugar. "Luciana" o nome dele chamava-me, e eu seguia a voz. "por aqui" aquela voz doce que tanto me encantou, e que agora me irritava. Por mais que quisesse evitar seguia-a. De repente fica tudo escuro e o chão desaparece: sinto-me a cair dentro do abismo por ele criado.
"mas ainda nisso?" perguntava a voz na minha cabeça. "sim, esquecer é difícil", dizia eu.
"eu sei" respondia a voz que nunca me ajudava em nada.

"Something's getting in the way
Something's just about to break
I will try to find my place (...)"
Breaking Benjamin - Diary of jane

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